domingo, 13 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Pensamento
domingo, 4 de setembro de 2011
Prá Vocês
domingo, 28 de agosto de 2011
Observei, Refleti e Não Duvidei
domingo, 21 de agosto de 2011
Meu filho, você não merece nada! (Eliane Brum)
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Miracle Worker 1/17
Sobre o aprender e o ensinar, a história de Helen Keller mostra que nossa essência é constituída de desejos inconscientes e do que conscientemente se tem como experiência vivida...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Habilidades, Competências e Talentos: De quem é a vez?
Quando estamos prontos, cedo ou tarde, para o processo de reconstrução – processo de desenvolvimento pessoal demorado, com custos pessoais e financeiros, e, não tenhas dúvida, doloroso. E, ouso afirmar, que rara e dificilmente poderás empreendê-lo sozinho, sem a ajuda de um mentor (que pode ser um psicoterapeuta, um psicanalista, um coach pessoal ou profissional – conforme a demanda -, ou um orientador vocacional, a depender de que instância holística precise desenvolver ou melhorar).
Minha musa antiga era “telespectadora da própria vida” e foi com essa frase-reclamação que iniciei meu processo de análise há alguns anos atrás. Eu via minha vida em uma tela gigantesca, tal qual a do cinema e, pequena-impotente desconhecedora do meu potencial, nem podia interferir nas “cenas” que precisavam ser editadas. É de pasmar o que podemos fazer e o que podemos não fazer pelas nossas próprias vidas!
O valor mais alto que se alevanta – graças – é a possibilidade de, mesmo um tanto tarde, empreender a reconstrução. E reconstruir, apesar do trabalho e do cansaço inerentes, propicia prazer e felicidade porque é o momento em que, com a maturidade e a autoestima trabalhadas, podemos valorizar o que é essência ou o que está em consonância com a nossa essência.
Há pessoas que, como eu, labutam para reconstruir sua vida profissional. E se refletirmos um pouquinho, não tem muita diferença do caminho trilhado por aqueles que reconstroem, por ene motivos, sua vida pessoal/familiar. Apesar do ser holístico, e talvez por causa dele, é possível separarmos nossas vidas em instâncias que, embora interligadas e interdependentes, demandam diferentes exigências de postura e de dedicação.
Penso que reconstruir a vida pessoal/familiar seja um tanto mais difícil porque, inevitavelmente, as relações afetivas que se constituíram no passado são muito mais complexas que as relações profissionais, e jamais deixarão de existir: ex-marido, ex-mulher, ex-companheiro(a), e filhos, nunca deixarão de sê-lo. E se a união entre duas pessoas, de sexos diferentes ou não, exige muita responsabilidade, maturidade e dedicação, podemos imaginar uma ex-união que demandou, a longo prazo, a aquisição de bens em comum, a constituição de relacionamentos sociais em comum, a criação e a educação de filhos, a convivência entre as respectivas famílias, etc.
Porém, toda reconstrução é válida e de direito.
Mas, enfim, hoje estou para falar da construção/reconstrução de uma vida profissional. Reconstruí-la é deixar para trás ou suplantar relacionamentos estritamente profissionais, embora o conhecimento até então adquirido seja sempre válido e útil; e com as vistas postas no que lhe é peculiar, empreender uma limpeza geral nos gostos, nos costumes, nas crenças, nas ambições, e, principalmente, nos pensamentos, a fim de saber o que é que você tem de melhor a oferecer a si próprio e ao mundo.
Eu não tenho dúvidas de que aquilo que oferecemos é o que nos será dado. E é justamente essa engrenagem cósmica que justifica porque as pessoas apaixonadas pelo que fazem são bem sucedidas física, emocional, social e financeiramente. Elas doam à sociedade, por meio de seu trabalho, o que têm de melhor; e o fazem incansável e zelosamente – são aqueles e aquelas profissionais que seguiram seus mais íntimos desejos vocantes, não se deixando influenciar, quando da escolha da profissão, pela mídia, pelos pensamentos, desejos ou imposição dos pais, pelo retorno financeiro mais fácil e certo em determinada carreira.
Embora eu saiba que só entenderá o que digo quem se viu ou se vê na mesma situação, estou fazendo questão de dizê-lo.
Por primeiro: quando perceberes que se posiciona na vida com o sentimento equivalente à íntima expressão “logo logo serei feliz”, duvide disso imediatamente. Nem em um relacionamento, nem em uma profissão, podemos viver dia após dia na expectativa de ser feliz logo mais. Quando o amanhã deixar de ser parâmetro para suas atitudes, certamente estarás conectado com a tua essência.
Antes de explicitar a minha noção de essência – o que deixarei para um próximo post -, vou logo dizendo, mesmo sem ter fundamentação teórica para tanto - ao menos por enquanto -, que decididamente discordo dos profissionais e dos teóricos em orientação profissional que pregam aos quatro ventos (ouvi no último Congresso Latino-Americano de Orientação Profissional e de Carreira) que há que se buscar o desenvolvimento de competências e habilidades. Pinóia! Continuamos a viver exatamente como na época em que Freud dizia que “somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro”.
Desenvolvi competências e habilidades para trabalhar com o conhecimento que o Direito me proporcionou, mas não estava feliz, não estava realizada profissionalmente, e isso não tem a ver só com minha autoestima e maturidade. Sempre fui madura e responsável – em algumas situações até demais... eu poderia ter errado mais... Rsrsrs. A autoestima andava sim meio comprometida, mas, sinceramente, diferentemente da incógnita estabelecida na pueril indagação “tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais”, minha autoestima estava arranhada porque eu não estava realizada profissionalmente, e não que eu não estava realizada profissionalmente porque minha autoestima estava arranhada... Tentarei explicar.
Minha busca por realização profissional como operadora do direito seria infinita porque eu sempre colocaria minha felicidade para logo mais, mais uma especialização e eu serei mais feliz, mais um curso e então serei mais feliz, mais um cargo e então eu serei mais feliz... Pior é que, sentindo isso, eu me sabotava das maneiras mais encantadoras que uma mulher pode se sabotar: com as funções maternas e com os deveres decorrentes do casamento – os quais hoje, não achando mais que são só meus, compartilho... Rsrsrs.
Sem contar que quando sentava minhas nádegas na cadeira era na raça e na disciplina, nunca por prazer – por mim e para mim -; era para passar em concurso na área do Direito e manter a minha subsistência. Criei habilidades e competências como “concurseira”, tanto que passei três vezes para analista judiciária da Justiça Federal. E por prazer e até altas horas, lia psicologia, sentindo que o conhecimento que me era proporcionado tem um significado maior na minha vida: me encanta, me surpreende, me fascina, me envolve e me impulsiona, mas naturalmente, sem grandes esforços.
Exemplificativamente, temos habilidades, competências e talentos, sendo que o meu talento está na psicologia, e se eu, por motivos ilegítimos e bem distantes da minha essência, quisesse cursar engenharia e construísse um prédio, certamente ele me cairia na cabeça. E assim penso ser com todas as pessoas. Devemos nos esforçar, até enquanto pais e mães que somos ou que venhamos a ser, em buscar autoconhecimento, saber qual é a nossa essência, porque só quando conciliamos habilidade, competência e talento é que conseguimos ser feliz agora, neste momento. E a realização pessoal e financeira é conseqüência.
Quem trabalha na essência tem motivação, inspiração e amor, que impulsionam na aquisição do conhecimento, no desempenho das atribuições, e no contribuir com a sociedade.
Psicologia é uma ciência agregada à profissão mais cotada para o futuro – a de psicólogo(a) – ao lado das profissões ligadas ao meio ambiente, justamente porque o adoecimento mental e a degradação ambiental estão nos setores ligados à vida humana mais precarizados e negligenciados pela atual conjuntura socioeconômica, afinal, o que se prega e o que se adota como verdade absoluta é que devemos – a todo e qualquer custo mesmo - desenvolver habilidades e competências para dar conta das demandas da globalização, do rápido desenvolvimento da tecnologia, da ciência e da economia mundiais.
Não lembro exatamente a porcentagem de aumento das doenças mentais ligadas ao mundo do trabalho, estabelecida em pesquisas veiculadas pela OMS – Organização Mundial de Saúde, mas de tão alarmante, essa instituição internacional estabeleceu diretrizes a serem seguidas pelos países membros, sendo uma delas a criação de centros de tratamento e prevenção de doenças mentais – por isso que o governo federal se empenha em mandar verbas para a criação e manutenção dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), porque é demandado internacionalmente pelas diretrizes da ONU e da OMS.
Com essas premissas pode-se perceber com que facilidade hoje as pessoas se distanciam cada vez mais do que lhes é essencial em termos de existência. O processo de autoconhecimento demanda tempo e interesse unicamente pessoal, e não se tem mais isso não, temos de seguir tentando se engajar no mercado de trabalho, seja fazendo o que queremos e gostamos, seja fazendo o que é apenas acessível ou recomendado, ou o que nossa autoestima permite na ocasião.
Depois de cerca de 25, 30 anos, trabalhando em uma atividade que foi apenas possível ou que o mercado recomendava como rentável ou que a autoestima permitiu, estamos fadados à um contexto de depressão, de síndrome de burnout, de assédio moral e de outras modernas patologias ligadas ao mundo de prazer/sofrimento, que é o do trabalho. Não se está dizendo, por óbvio, que esses males sejam causados exclusivamente pela não realização profissional, mas não estar feliz com seu trabalho pode minar gradativamente a autoestima a ponto do adoecimento a longo prazo.
As pesquisas feitas pelo psiquiatra francês Christophe Dejours comprovam isso.
Cuida-se de um adoecer até então totalmente desprezado. Hoje, ainda é relevado e, quando não, atribui-se ao doente a culpa ou a fraqueza por se encontrar incapacitado ao trabalho. O INSS está abarrotado de pedidos de concessão de benefícios previdenciários por incapacidade, o número de pedidos fundamentados em doença mental aumenta, e o setor de reabilitação profissional ainda não atende nacionalmente de forma satisfatória.
Então, observo, reflito e duvido realmente quando ouço alguém dizer que a orientação profissional deve propiciar o desenvolvimento de competências e habilidades, porque corresponde exatamente a se exigir do ser humano que ele seja de ferro, apesar de ser de carne, osso e alma, ou seja, apesar do ser holístico – biopsicossocial – que tem de ser feliz em um período máximo de 73 anos, que é a expectativa de vida do brasileiro, no caso.
A impressão que se tem é que tudo se cria e nada se resolve.
Ouvi de Seiji Uchida, psicólogo e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo - FGV, em uma conferência do Congresso acima referido, que ele tem pacientes executivos de alto escalão, aos quais ele diz: “se quer ficar bem, então não falte a nenhuma sessão!”, porque são pessoas que vivem a mil por hora, que ligam para ele de véspera para cancelar a sessão porque no dia seguinte deverão estar em Nova York para um compromisso profissional de última hora.
Para começar, com todo respeito, qualquer profissional psicoterapeuta, na minha concepção, deve auxiliar seu paciente a ser autosuficiente, deve propiciar o autoconhecimento profundo e instrumentalizá-lo para que, depois de razoável tempo de psicoterapia, caminhe com as próprias pernas, seja capaz de se autodeterminar diante das situações-problema diretamente relacionadas com as suas questões. Conclamar para que não falte e que se utilize do profissional como quem se utiliza de uma muleta é, a meu sentir, uma afronta principiológica, excetuando-se alguns casos em que, de fato, o auxílio sempre se fará necessário.
O problema é a absurda tendência de se enxergar a tudo e a todos com uma visão mercadológica.
Mas eu concordo quando Uchida diz do impacto sobre os sujeitos ocasionado pelas profundas mudanças que vem ocorrendo no mercado de trabalho em virtude da crescente hegemonia do capital financeiro – campo de estudo da psicodinâmica do trabalho, que vem descobrindo novas formas de patologias criadas pelos novos sistemas de trabalho. E concordo mais ainda que esse cenário constitui-se no maior desafio dos orientadores profissionais, na medida em que o profissional de hoje tem de ser um nômade.
Isto quer dizer que, o estudante que opta por fazer engenharia, diante do mercado de trabalho, pode não trabalhar construindo prédio, e sim no RH de alguma empresa que lhe pague um bom salário para que ele possa, desvirtuando-se, manter a si própria e à família. Ou pode significar também que ele foi para o RH justamente por não ser vocacionado na engenharia – que cursou por ene motivos não legítimos – e encontra no RH a forma de sobreviver mediocremente – entenda-se fora do que é da essência do indivíduo -, o que para alguns é intolerável a longo prazo.
De toda sorte, o que faço questão de frisar também é que essa visão mercadológica que impregna nossas condutas não tem sentido na escolha profissional, ou pelo menos ideologicamente não deveria ter. Se um estudante procura o profissional da orientação vocacional e lhe diz: “Não posso ver sangue que desmaio, mas quero cursar medicina”, deve ao menos suspeitar de que essa pessoa poderá não ser um(a) bom(a) médico(a).
Sou pragmática o suficiente a ponto de discordar desse discurso do mercado, que prega a desconstituição do sujeito como algo fácil e rápido – como tudo tem que ser hoje em uma sociedade que se pauta pela obsolescência programada, citada por Seiji Uchida em suas explanações. Tudo é feito em série: se compramos um Nintendo DS, logo lançam o Nintendo DS1 e depois o DS2 e assim sucessivamente, do mesmo jeito com os automóveis, com os celulares, com os aparelhos eletrodomésticos (a máquina de lavar roupas da minha mãe tem 20 anos e funciona melhor que a minha – que desde quando casei há 16 anos, deve ser a 4ª ou 5ª máquina). Tudo que consumimos, principalmente em termos de tecnologia, está programado para estar velho em pouquíssimo tempo. Isso deveria estar previsto no Código de Defesa do Consumidor como infração grave... Ai, desculpem, às vezes sou ingênua mesmo... Isso seria uma afronta indescritível e com conseqüências quase inimagináveis à construção ideológica do capitalismo...
Então, seja médico meu caro, não poder ver sangue é detalhe... Hoje você tem de ser médico, se amanhã não der mais, poderá ter as habilidades e as competências necessárias para estar juiz, engenheiro, pastor, dentista, na ordem que preferir, ou até mesmo administrador do hospital em que, por anos a fio atuou como médico, até você (na melhor das expectativas) e/ou os pacientes, perceberem que não és vocacionado...
Ironias a parte, acredito mesmo na vocação, e que um bom trabalho de orientação profissional é aquele que trilha com o cliente o caminho do autoconhecimento ou da reconstrução, propiciando o resgate de sonhos, de desejos vocantes, de ideologias, e o afastamento das crenças que nublam esse cenário identitário promissor e essencial para uma vida feliz.
sábado, 2 de julho de 2011
E depois do sentido?
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Pensamento
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Nada a reclamar
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Visionários do Caminho
domingo, 22 de maio de 2011
A essência não é intangível: esse é o mérito de Freud
domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Fragmento de uma autoanálise selvagem
Queria saber
Em busca do dinheiro
Gasta seu tempo, sem saber
O que ela quer saber?
O que o vizinho lhe disse...
Porque quer saber?
Para existir...
Sem tempo, com dinheiro
Sem dinheiro, com tempo
De qualquer jeito
Sem saber
Saber que se faz inacessível
Porque ela põe inacessível
o saber que tanto almeja?
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Luto
Que teu Deus a tenha nos braços carinhosamente como você merece!
E que tenha sentido... não o sentido daqui...
Amém.
domingo, 1 de maio de 2011
O eu interdependente da cultura coletivista
Como estão você e sua família? Estes últimos dias tem sido um verdadeiro caos. Quando fecho meus olhos, vejo cadáveres e quando os abro, também vejo cadáveres.
Estamos sem água e eletricidade e as porções de comida estão quase a zero. Mal conseguimos mudar os refugiados e logo há ordens para mudá-los para outros lugares.
Atualmente estou em Fukushima – a uns 25 quilômetros da usina nuclear. Tenho tanto a contar que se fosse contar tudo, essa carta se tornaria um verdadeiro romance sobre relações humanas e comportamentos durante tempos de crise.
As pessoas aqui permanecem calmas – seu senso de dignidade e seu comportamento são muito bons – assim, as coisas não são tão ruins como poderiam. Entretanto, mais uma semana, não posso garantir que as coisas não cheguem a um ponto onde não poderemos dar proteção e manter a ordem de forma apropriada.
Afinal de contas, eles são humanos e quando a fome e a sede se sobrepõem à dignidade, eles farão o que tiver que ser feito para conseguir comida e água. O governo está tentando fornecer suprimentos pelo ar enviando comida e medicamentos, mas é como jogar um pouco de sal no oceano.
Irmão querido, houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou um adulto como eu uma lição de como se comportar como um verdadeiro ser humano.
Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa que ia longe. Vi um garotinho de uns 9 anos. Ele estava usando uma camiseta e um par de shorts.
Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família.
O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”?
Ele pegou a minha comida e fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas.
Fiquei chocado. Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”.
Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar.
Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de 9 anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior deve ser uma grande sociedade, um grande povo.
Bem, envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.
Ha Minh Thanh
DEZ COISAS A SEREM APRENDIDAS COM O JAPÃO
Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.
Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.
3 – A HABILIDADE
Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram.
4 – A SOLIDARIEDADE
As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.
5 – A ORDEM
Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.
6 – O SACRIFÍCIO
Cinqüenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?
7 – A TERNURA
Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.
8 – O TREINAMENTO
Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.
9 – A IMPRENSA
Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas reportagens calmas dos fatos.
10 – A CONSCIÊNCIA
Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.
"A palavra é do tempo, o silêncio da eternidade."
sábado, 30 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Pensamento
Instigação
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O filme "Cisne Negro" é perigoso?
Mas não posso deixar de dizer que, quando as luzes se acenderam no final do filme, e olhei para os lados, vi crianças de 6 ou 7 anos, bem acordadas, que também assistiram às cenas fortes protagonizadas por uma personagem doente psiquiátrica, incluindo cenas de alucinações psicóticas, sexo oral explícito entre duas mulheres, automutilações, discussões e uso de drogas.
Perguntava para mim em pensamento: “Essas crianças assistiram mesmo ao que eu assisti?”
Não resisti e fiz o que não é do meu feitio ao advertir um casal que acompanhava uma das crianças: “Olha, é muito perigoso ele assistir a esse tipo de filme na idade em que ele está”. Então percebi que o casal era de namorados, porque a moça virou-se para o rapaz retrucando que a criança estava acostumada, e que em casa assistia até a filmes de terror.
É, a criança de 6 anos no máximo, assistiu sim, e a censura era de 16 anos.
Muito interessante observar e refletir sobre a postura do dono da companhia de dança, da bailarina recém-chegada, da bailarina “aposentada”, de Nina - protagonista, e, principalmente, da mãe da bailarina Nina; mas no fim, só observei, refleti e duvidei das mães e/ou cuidadoras das crianças que assistiram ao filme.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O Mal de Realengo
O mal é democrático ao atingir adultos e crianças, ricos e pobres, jovens e idosos, ontem, hoje e amanhã, aqui e acolá.
domingo, 27 de março de 2011
Mude seus pensamentos e você muda o mundo - Meditar é o caminho!
Ponto de vista
terça-feira, 15 de março de 2011
Luto
segunda-feira, 14 de março de 2011
Pensamentos sórdidos-conjugados-não-censurados
bela viola
Por dentro,
pão bolorento
Ah minha mãe, minha mãe
Quanta sabedoria acientífica
Homem é homem,
capacho é capacho"
quinta-feira, 10 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Caçadora de mim
"E ela queria que o tamanho da possibilidade de melhorar as agruras do outro fosse proporcional à felicidade que a toma porque, ao que lhe consta, só assim poderia legitimá-la...
A fim de se despir da máscara da onipotência e onipresença - quanta pretensão a dela! -, caça com lealdade e incessantemente o que, ao tempo que a legitime, a torne autêntica."
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
E fevereiro chegou...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Senhora Liberdade
Só entenderá o que ela diz quem já viveu em cativeiros, não um cativeiro físico, mas o cativeiro psíquico, aquele da mulher que ama demais (entendo haver controvérsias sobre esse amor...) e se subjuga perante homens perversos, aquele do drogatício, do alcóolatra, da prostituta, do delinquente, do obeso sem causa orgânica, e o cativeiro do tipo do dela e de tantas outras pessoas - a gaiola dourada do amor platônico, que arde ininterruptamente e não se concretiza jamais.
Só entenderá o que ela diz quem, tal como, mesmo não consciente da existência e mesmo do tamanho da sua dor, abstém-se desejando, aniquila sentimentos e emoções ou os externa descontrolada e agressivamente, ou se pune para não ter de punir o outro.
Só entenderá a sua dor quem já se livrou da própria gaiola - do tipo dourada ou de qualquer outro tipo.
Só entenderá a sua dor aquele que percebeu, pelos mistérios e desígnios de Deus, que se pode amar, falar, agredir para defender a si ou ao próximo, errar-pedir desculpas-ser desculpado, admitir o erro-aceitar um pedido de desculpa-desculpar, odiar e até mesmo ser odiado. Nunca tinha imaginado que existe o lado positivo em ser odiada...
Só entenderá a sua dor quem não tem a pretensão de ser perfeito, mas sempre procura melhorar para si e para o próximo.
Ela só será completa e verdadeiramente compreendida por quem tem o coração como o dela - que já viveu em cativeiro, que já expiou a sua pena e alcançou a Senhora liberdade!
Quem já quebrou a gaiola e está livre para a concretude do amor e da vida integralmente possíveis.
E só estará em paz com ela quem souber que a liberdade é Senhora porque impõe que, ao ser conquistada, seja exercitada...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Pensamento
domingo, 16 de janeiro de 2011
Sobre livros que não li
Tenho o hábito de ler as sinopses de livros e de filmes que pretendo ler e assistir. Adoro e muito raramente me engano sobre a qualidade.
Segundo uma pequena “chamada” que li em uma revista – Yoga Jornal, dezembro/janeiro de 2011 -, no livro “A arte de viajar”, o filósofo Alain de Botton expõe diferentes destinos de viagens relacionando-os a grandes questões como “o sublime” e “o exótico”, passando por Holanda ou Taiti, mas, ainda segundo a “chamadinha”, ele reserva para o grand finale o que me parece ser um singelo mas significante capítulo sobre a viagem ao redor da cidade, bairro e casa onde ele mora. Com base na obra de Xavier de Maistre – “Viagem em volta do meu quarto”, de 1790 -, que eu também não li, Alain Botton convida o leitor a olhar para a rotina com os olhos curiosos de um turista.
Bem, dito isto, quero explicar que apesar de não ter lido nenhum dos dois livros acima referidos, entendo perfeitamente o que preconizam porque agora nas férias experienciei um ousado e diferente olhar para a minha rotina (mesmo a de férias), o qual, tenho de confessar, deixou-me meio que duvidandoobservandorefletindo sobre o meu comportamento (sou “A louca da casa”?, referenciando outro livro que também não li).
Tinha saído para correr, coisa que amo fazer, embora esteja meio fora de forma desde que comecei a viajar para cursar a faculdade de Psicologia – realmente não dá para ter tudo. Mas, meus queridos, eu corria em uma enorme praça da cidade onde passei toda a minha deliciosa infância. Penso que não imaginam a delícia que é a gente revisitar um lugar (vejam só... um lugar onde sempre vou caminhar ou correr nas férias de janeiro...) e parar, mas parar de verdade para admirar árvores frondosas que têm mais de 50 anos e reparar nas lajotas de cimento que formam passarelas coloridas de amarelo, vermelho, preto e azul. As mesmas árvores e as mesmas cores da minha infância e as mesmas lajotas onde eu brincava de pisar só nas de mesma cor para não ter de pagar prenda.
Tive um impulso de sentar-me sob as copas enormes de uma árvore daquelas. Escolhi a que tinha mais sombra. Sentei e meditei. Depois, não resisti, e deitei por sobre as folhas ainda úmidas de uma chuva fina que caiu durante a noite, abri meus braços e respirei profundamente o cheiro da minha cidade, posso dizer, quase natal. Lembrei da árvore do filme Avatar, lembrei da minha infância, lembrei de Ji-Paraná, e ignorei tudo o mais que estava ao redor. Minha respiração era quase autônoma e buscava sozinha a energia daquelas folhas e terra úmidas, que não eram mais, certamente, as mesmas folhas da minha criança.
Conectar-me com aquele ambiente teve um efeito surpreendente sobre mim. Foi como se eu tivesse sido recarregada de energia, da energia que realmente significa e importa, e que não existe só nas terras daquele chão.
Só voltei do transe – mas quase entrei em outro, hahaha – quando um velhinho aproximou-se de onde eu estava deitada e perguntou todo solícito: “Ow fia, tá tudo bem né?”. Percebendo a aflição dele, tratei logo de sinalizar um “jóia” com o dedão da mão direita, para deixá-lo tranqüilo, mas assim que ele virou as costas comecei a rir por dentro (é, eu consigo fazer isso!), não de deboche, mas de prazer. A simplicidade, o zelo, a natureza e o frescor de uma manhã me enchem de prazer.
Depois, ainda com um novo olhar de turista curiosa, refiz o caminho de volta, sem vanglória, com a consciência diferente da vendedora de água mineral que, nos termos daquela “chamada”, trabalhava no alto da Praia do Leão em Fernando de Noronha. Esta vendedora reclamou das dificuldades de trabalhar naquela imensidão quente, concluindo: “Meu sonho mesmo é conhecer São Paulo. Minha prima voltou dizendo que lá é o lugar mais lindo que existe”. Intrigante, assim como a constatação de psicólogos sociais de que nenhuma viagem é tão boa quanto depois, quando a recordamos...
Então, com a atenção de uma viajante em terras distantes, voltei à casa de meus pais, correndo, e consegui ser a louca da casa.
