domingo, 22 de maio de 2011

A essência não é intangível: esse é o mérito de Freud

Antes de reiniciar este blog de uma forma mais autêntica, porque ainda não consegui, na medida em que estive construindo eus para seus desejosos, quero fazer um tributo a Freud que morreu sem conhecer as mulheres da forma que pretendia.

Mesmo considerando que ele tem grandes e undubitáveis méritos na criação da teoria psicanalítica, penso que a inteligência dele aliada a uma certa arrogância intelectual (arrogância essa, diga-se, que permitiu com que, à conhecida época dele, empreendesse pesquisas da forma e no contexto sociocultural em que empreendeu, e se tornasse a personalidade intelectual mais influente do século) impediram que ele apreendesse o básico, assim como Kuster, um leitor deste blog (esperado e desejoso leitor, não sei se ainda hoje):

tanto Freud quanto Kuster esqueceram-se, sim, presumo que se esqueceram, que para se conhecer as verdadeiras entranhas de uma mulher também verdadeira, na sua absoluta feminilidade, tem-se que assimilar quais de suas palavras, pensamentos e atitudes são conduzidos por sua própria essência, e quais pela presença de suas ancestrais - mães, avós e tataravós.

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