Antes de reiniciar este blog de uma forma mais autêntica, porque ainda não consegui, na medida em que estive construindo eus para seus desejosos, quero fazer um tributo a Freud que morreu sem conhecer as mulheres da forma que pretendia.
Mesmo considerando que ele tem grandes e undubitáveis méritos na criação da teoria psicanalítica, penso que a inteligência dele aliada a uma certa arrogância intelectual (arrogância essa, diga-se, que permitiu com que, à conhecida época dele, empreendesse pesquisas da forma e no contexto sociocultural em que empreendeu, e se tornasse a personalidade intelectual mais influente do século) impediram que ele apreendesse o básico, assim como Kuster, um leitor deste blog (esperado e desejoso leitor, não sei se ainda hoje):
tanto Freud quanto Kuster esqueceram-se, sim, presumo que se esqueceram, que para se conhecer as verdadeiras entranhas de uma mulher também verdadeira, na sua absoluta feminilidade, tem-se que assimilar quais de suas palavras, pensamentos e atitudes são conduzidos por sua própria essência, e quais pela presença de suas ancestrais - mães, avós e tataravós.
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