Às vezes escrevo porque quero gritar
Às vezes quero gritar de alegria
Às vezes quero gritar de raiva
Às vezes quero gritar de indignação
Às vezes quero gritar de dor
Às vezes quero gritar por amor
Paradoxal grito em silêncio
Na pseudo-surdez das palavras não ditas
Enquanto palavras escritas e nesse prisma, mudas
Posso considerar minhas palavras escritas
Palavras pseudo-surdas-mudas
Expressam-se
Mas não ouvem, tampouco gritam sonoramente
Ouçam meu grito de alegria! Ouviram?
Uma criança sorriu
Ouçam meu grito de raiva! Ouviram?
Fui aviltada
Ouçam meu grito de indignação! Ouviram?
Presenciei outro alguém ser aviltado
Ouçam meu grito de dor! Ouviram?
Diante da incompreensão e do desamor
Ouçam meu grito de amor! Ouviram?
Diante da Vida e da Criação
Minha expressão!
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