segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Meditação

Não queremos que o dia-a-dia desumanize,
nos tire do contato conosco
Necessitamos tanto de nós
quanto do ar que o Universo permite que respiremos
Não por questão de individualidade ou egoísmo,
mas só porque quando nos perdemos de nós,
também não encontramos os outros
Queremos nos livrar do dia-a-dia cuja conotação
nos priva dos relacionamentos, da natureza e da meditação
Mas quem seremos sem esse dia-a-dia?
Bem aquele que programamos em detalhes
no afã de se viver dia-por-dia
Queremos um dia, surdo
Queremos um dia, mudo
Queremos um dia, sem paladar e olfato
Queremos um dia, sem tato
Sem espanto, queremos o sofrimento que apazigua
que enseja introvisão, que permite a dialética do coração

2 comentários:

  1. Maravilhoso!!! Profundo!!! Muitas vezes já quis um dia surdo , um dia mudo, um dia sem tato ,sem paladar e olfato...Te amo .Lu

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  2. Estresse Duca, puro estresse...
    E quando ele está demais, queremos mesmo é não ter sensações demais, para não termos percepções mil e não causarmos o desequilíbrio eletrofisioquímico típico do estresse.
    Beijo! Eu te amo mais!

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