terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pirulito que bate, bate.

Hoje meu estado emocional pode ser comparado à uma situação que já me foi tão corriqueira: uma criança que chupa pirulito pela primeira vez.
A criancinha baba, se meléca toda, nem percebe que o multicolorido do doce lhe escorre pelo pescoço, manchando suas vestes, geralmente de festa, porque o primeiro pirulito não lhe é dado em ambiente familiar e doméstico, e sim, num ambiente social, como no de uma festa.
Inabilidade. Lambuza-se.
Os pais devem ser solidários e compreensivos porque a cada pirulito novo a criancinha desenvolve suas habilidades até que a certa altura da infância degusta o pirulito inteiro sentindo o prazer de toda a saliva percorrer seu aparelho digestivo, e não o tecido de um vestido de festa.
Hoje manchei, irremediavelmente eu sei, um delicado vestido colorido de festa.
Inabilidade afetiva. Lambuzei-me.
E o mundo não é solidário e compreensivo como todos os pais deveriam ser.
Mas a esta altura da minha vida, ainda creio poder desenvolver e aprimorar sempre minhas habilidades emocionais, e poder sentir a plenitude de dar e receber afeto.
Eu nunca vi uma criança rejeitar um doce por medo de se lambuzar, mas já vi por medo da repreensão de pais insipientes.
Engraçado: ninguém em uma festa pega no colo uma criança toda lambuzada de doce... a não ser o pai ou a mãe.
Lambuzada. Presa inconscientemente ao passado e antevendo o futuro.

Um comentário:

  1. Um dia comentarei este texto... Por enquanto, vai ficar assim mesmo... perdido...

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